terça-feira, 17 de maio de 2011

Confiança

Abraão é modelo de toda fé autêntica. Uma jornada em direção ao desconhecido e indefinido, não um plano predeterminado e claramente delineado para o futuro.
Ao visitar a Madre Tereza, um homem lhe pediu oração:
- Gostaria que a senhora orasse por mim.
- Sim, pelo o que o senhor quer que eu ore?
- Por clareza.
- Não, não orarei por isso, não é de clareza que o senhor precisa, é de confiança.
B. Manning: "A realidade da vida requer de cristãos que abandonem o que é estabelecido, óbvio e seguro e adentrem o deserto sem nenhuma explicação racional que justifique suas decisões e garanta seu futuro. Por quê? Pura e simplesmente porque Deus sinaliza nessa direção e lhe oferece sua promessa."

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O pão nosso de cada dia dá-nos hoje.

Pai nosso, nos ajuda a crer que é do Senhor que vem o nosso sustento.

Nos ajuda, então, a esperar do Senhor e não dos homens.

Pai, nos ensina a viver com o que é nosso, e assim, sermos felizes.

Nos ensina a não querer a porção de pão que o Senhor designou para o outro, e a não fazermos comparação.

Pai, queremos esperar do Senhor o pão de hoje, nunca o de amanhã.

E Pai, nos ensina que o Senhor é nosso, e nunca exclusivamente meu.

O que peço a mim peça a todos,

Amém.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Teologia pra viver


“Por essa causa me ponho de joelhos diante do Pai” (Efésios 3.1)

Durante muitos anos acreditei que o auge da espiritualidade cristã era o conhecimento preciso, exaustivo e correto da Bíblia. Conhecer o texto, sua correta interpretação e devida aplicação no dia a dia da vida era o alvo da caminhada de um cristão. Foi quando doutrinas centrais da fé só fizeram sentido pra mim depois de tê-las experimentado em oração, como se o próprio Deus me soprasse elas e me fizesse sentir o que eu só “conhecia de ouvir falar”.
No texto acima citado, numa das cartas mais doutrinárias e densas da Bíblia, depois de uma exposição do que significa a salvação e suas conseqüências na vida do eleito, após ter falado das insondáveis riquezas de Cristo. Paulo abandona a pena (caneta) e se coloca de joelhos, em oração, como se não tivesse mais nada a dizer à nossa cabeça, e apela para Deus, no sentido de Esse, nos comunicar por meio do Espírito, ao nosso espírito, e não ao nosso intelecto, o que nos fora comunicado com palavras.
Daí eu entendo que há uma dimensão do conhecimento cristão que não é da cabeça. Assim como o amor e outros sentimentos não podem ser explicados, apenas sentidos. Mesmo que pudéssemos explica-los, o entendimento não os transformariam em existência naquele que o entendeu. Por exemplo, certa vez, me afeiçoei a uma criança muito fofa que brincava com sua mãe e me pus a imaginar o quanto aquela mãe o amava. Então perguntei a ela como era o amor por ele, ao que ela respondeu: “É um amor que chega a doer”. Sua explicação não foi suficiente para eu “entender” o amor, porém, mesmo que fosse, eu não teria imediatamente sentido o que ela sentia, tão somente porque entendi. Pois o amor não é entendimento, é afeto, e como tal, sai da competência da razão.
Assim é também nossa relação com Deus e com as verdades bíblicas. A Bíblia não é um fim em si mesma, ela aponta para um relacionamento vivo com o Deus vivo. Cristo é o Caminho e as Escrituras Sagradas são as placas de sinalização.
Assim como Paulo depois de escrever, abandona o texto e ora, devemos depois de ler, fechar a Bíblia e dizer: “Pai, me faça sentir, ser e experimentar o que a tua palavra me ensinou, amém”.         

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Intimidade

O auge da intimidade é o silêncio, quando duas pessoas estão uma ao lado da outra e não se sentem obrigadas a dizer alguma coisa, o silêncio não é constrangedor, não há o que dizer, já se sabe tudo um do outro. Estamos ali, sabendo que somos amados, queridos... e só a presença do outro já é agradáavel.
Quando nossa intimidade com Deus é grande, podemos ficar em silêncio na presença dEle e Ele na nossa. Não preciso que Ele prove a cada instante seu amor por mim, sei que sou amado, não preciso dizer nada a Ele, tudo está claro.
Nosso excesso de palavras é ansiedade e insegurança, também desejo de fugir do silêncio constrangedor. O filho de Deus, que se entende como "amado", simplismente contempla o rosto do Pai e se deleita na sua presença silenciosa e ao mesmo tempo reveladora. Se ao orar, você não tem o que dizer então não diga nada, mas fique alí no colo dEle.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Pecadores Anônimos

Iniciamos nesse Domingo 16/05/2010 às 18:00, nosso encontro de leitura e debate na igreja sobre o livro "O Obstinado Amor de Deus" de Brennan Menning. Foi um sucesso, sentamos em círculo, abrimos o livro, o coração e foi terapêutico. O tema foi: DEUS NÃO NOS QUER PERFEITOS, APENAS VERDADEIROS. Domingo que vem você está convidado. Até lá!