O auge da intimidade é o silêncio, quando duas pessoas estão uma ao lado da outra e não se sentem obrigadas a dizer alguma coisa, o silêncio não é constrangedor, não há o que dizer, já se sabe tudo um do outro. Estamos ali, sabendo que somos amados, queridos... e só a presença do outro já é agradáavel.
Quando nossa intimidade com Deus é grande, podemos ficar em silêncio na presença dEle e Ele na nossa. Não preciso que Ele prove a cada instante seu amor por mim, sei que sou amado, não preciso dizer nada a Ele, tudo está claro.
Nosso excesso de palavras é ansiedade e insegurança, também desejo de fugir do silêncio constrangedor. O filho de Deus, que se entende como "amado", simplismente contempla o rosto do Pai e se deleita na sua presença silenciosa e ao mesmo tempo reveladora. Se ao orar, você não tem o que dizer então não diga nada, mas fique alí no colo dEle.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Pecadores Anônimos
Iniciamos nesse Domingo 16/05/2010 às 18:00, nosso encontro de leitura e debate na igreja sobre o livro "O Obstinado Amor de Deus" de Brennan Menning. Foi um sucesso, sentamos em círculo, abrimos o livro, o coração e foi terapêutico. O tema foi: DEUS NÃO NOS QUER PERFEITOS, APENAS VERDADEIROS. Domingo que vem você está convidado. Até lá!
terça-feira, 4 de maio de 2010
Lucro e Cobiça
Tese 28. Certo é que, ao tilintar a moeda na caixa podem aumentar o lucro e a cobiça; a intercessão da Igreja, porém, depende apenas da vontade de Deus.
Quando se semeia uma semente, se faz um sacrifício, dá-se uma oferta esperando retorno financeiro, não o terá. Terá apenas o aumento do lucro do pedinte e o aumento da cobiça do ofertante. Mas quando intercedemos pelo bem do outro manifestamos dependência de Deus e lhe atribuimos a liberdade de poder dar a quem quer, sem determinação humana.
Moedas e Sementes
Tese 27. Pregam doutrina humana os que dizem que, tão logo
tilintar a moeda lançada na caixa, a alma sairá voando.
Essa era a pregação de João
Tetzel, o enviado do papa para cobrar indulgências, ou seja, arrancar dinheiro
do povo: “Antes que o dinheiro tilinte na caixa, a alma salta do purgatório”.
Eu pergunto: qual seria o
correspondente dessa tese para a igreja de hoje?
“Pregam doutrina humana os que
dizem que, tão logo for semeado no ministério de pastor fulano, sua vida
financeira sairá voando.”
segunda-feira, 3 de maio de 2010
A igreja vendia o céu e agora vende a terra
Tese 26. O papa faz muito bem ao dar remissão às almas
não pelo poder das chaves (que ele não tem), mas por meio de intercessão.
É de se notar que havia uma certa
nobreza da igreja católica do século XVI em relação à evangélica dos dias de
hoje, pois o que o papa estava oferecendo em troca de dinheiro era perdão de
pecados, a igreja tinha noção de que o seu “produto” era espiritual. Hoje, os
cristãos querem pagar com suas novas indulgências aos modernos papas, não pelo
céu ou perdão de pecados, mas por mais dinheiro. Se antes os anseios eram
espirituais e eternos, hoje são puramente financeiros e temporais. A igreja
protestante entendeu suficientemente que o perdão é de graça, assim, o velho
diabo teve que adaptar sua velha estratégia ao mundo moderno, que por sua vez,
perdeu completamente suas aspirações pelo que é eterno. A indulgência mudou de
nome, hoje chama-se oferta, semente, sacrifício, propósito e não sei mais o
quê. E o que se vende é a prosperidade.
O poder das chaves mencionado na
tese acima refere-se àquele famoso texto dos evangelhos em que o Senhor Jesus
afirma: “tudo o que for ligado na terra terá sido ligado no céu”. O papa
cria que se ele da terra declarasse alguém perdoado, mesmo esse alguém estando
no purgatório, tal pessoa seria perdoada e solta do purgatório indo direto para
o céu.
Hoje, acredita-se que alguns
pastores têm o poder de liberar a bênção da prosperidade sobre a vida dos
crentes.
De acordo com a referida tese,
esses novos “apóstolos” não possuem tal poder, mas fariam muito bem se
intercedessem pelos pobres.
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